Um encontro entre amigas me despertou algo essa semana.
Na verdade, talvez o que mais tenha me despertado não tenha sido exatamente o encontro, mas o espaço que precisei abrir para que ele acontecesse.
E isso, por si só, já me fez questionar muita coisa.
A agenda estava cheia, como quase sempre. Trabalho, compromissos, responsabilidades, decisões, mensagens acumuladas, aquela sensação constante de que sempre existe algo “mais importante” para resolver antes de viver qualquer pausa.
Mas, ainda assim, escolhi ir.
E talvez a palavra mais importante dessa história seja exatamente essa: escolha.
Porque abrir espaço hoje em dia virou um ato emocional.
Nós abrimos espaço para o trabalho.
Abrimos espaço para a família.
Abrimos espaço para consultas médicas, academia, exames, compromissos inevitáveis.
Mas e para os encontros que sustentam a alma?
Por que esses costumam ser os primeiros sacrificados quando a vida aperta?
Quando a intimidade não torna as conversas rasas
Sentamos à mesa e, como acontece quando existem mais de vinte anos de amizade, nenhuma de nós precisou performar absolutamente nada.
Sabíamos, apenas pelo olhar, quando uma estava bem ou quando alguma coisa não estava.
E talvez seja justamente isso que mais me emocione nas relações verdadeiras: a intimidade não nos tornou rasas nas conversas.
Nos tornou profundas nas sensações.
Falamos sobre escolhas de vida, trajetórias, dramas pessoais, metas, sucessos, fracassos, cansaços que quase ninguém vê e alegrias que talvez só façam sentido para quem acompanhou a caminhada inteira.
Nada ali parecia precisar impressionar.
Ninguém disputava protagonismo.
Ninguém tentava parecer mais interessante do que realmente era.
E isso, hoje, é raro.
Muito raro.
O papo raso cansou
Existe um tipo de conversa que vem me cansando profundamente nos últimos anos.
Conversas onde ninguém realmente escuta.
Onde as pessoas apenas esperam sua vez de falar.
Onde tudo precisa parecer extraordinário, caro, exclusivo ou perfeito o tempo inteiro.
O papo raso nem sempre é vazio porque falta assunto.
Às vezes ele é vazio porque sobra ego.
E no mundo do vinho isso aparece de forma muito clara.
Pessoas passam horas falando de rótulos, preços, exclusividades, garrafas raras e restaurantes da moda… mas quase nunca conseguem dizer o que sentiram ao viver aquela taça.
E isso muda tudo.
Porque sofisticação não é transformar a mesa em um desfile de validação social.
Sofisticação é tirar o ego do centro da mesa e colocar a sensação.
É conseguir falar do que tocou.
Do que emocionou.
Do que despertou memória.
Do que fez sentido naquele momento da vida.
Mulheres Enointeligentes não buscam performance
Enquanto voltava para casa naquela noite, percebi que a sensação boa não tinha ficado apenas no abraço apertado de despedida.
Ela permaneceu nos dias seguintes.
Os assuntos continuaram no WhatsApp.
O que era complexo foi sendo digerido com mais leveza.
O que foi engraçado voltou em forma de risadas sozinhas durante a semana.
E tudo aquilo nasceu de uma escolha simples: abrir espaço na agenda para viver presença.
Talvez seja exatamente isso que mulheres Enointeligentes começam a entender com o tempo.
Nem toda experiência precisa impressionar.
Mas algumas precisam fazer sentido.
E existe uma diferença enorme entre ocupar tempo e viver algo que realmente permanece dentro de nós.
Mulheres Enointeligentes não são rasas nas conversas.
São profundas nas sensações.
O vinho como linguagem da presença
E talvez seja por isso que o vinho faça tanto sentido nesse contexto.
Não pelo álcool.
Não pelo status.
Não pelo ritual vazio que tantas vezes tentam vender.
Mas porque o vinho, quando vivido com presença, desacelera.
Ele cria pausa.
Afina percepção.
Abre espaço para conversas que dificilmente aconteceriam na velocidade automática da rotina.
Uma taça bem vivida não faz as pessoas apenas falarem mais.
Faz as pessoas se ouvirem melhor.
E isso é completamente diferente.
Foi exatamente daí que nasceu o Entre Taças & Conversas
Percebi, ao longo dos anos, que muitas mulheres não estão cansadas apenas da rotina.
Estão cansadas da superficialidade.
Cansadas de ambientes onde precisam sustentar performance o tempo inteiro.
Cansadas de encontros onde ninguém realmente se encontra.
Cansadas de relações que parecem rápidas demais para criar profundidade.
Foi justamente dessa percepção que nasceu o Entre Taças & Conversas.
Não como mais um evento.
Mas como um espaço raro onde mulheres podem desacelerar sem precisar performar.
Um encontro presencial cuidadosamente conduzido, onde conversa, presença e experiência sensorial se encontram de forma leve, sofisticada e profundamente humana.
Ali, o vinho não ocupa o centro da mesa.
O centro é ocupado por aquilo que hoje parece cada vez mais raro:
tempo,
escuta,
presença,
e profundidade.
O vinho apenas abre a conversa.
O que sustenta a experiência é tudo aquilo que conseguimos viver a partir dela.
As próximas edições serão divulgadas pelas minhas redes sociais, porque cada encontro nasce de forma autoral, com temas e propostas diferentes.
Se sentir que esse tipo de experiência faz sentido para o momento da sua vida, acompanhe os próximos encontros por lá.
E para quem deseja viver isso de forma contínua, existe o Clube do Vinho
Nem todo mundo consegue estar presencialmente em experiências como o Entre Taças & Conversas.
E foi justamente por isso que nasceu o Clube do Vinho Saber Beber.
Um encontro online mensal para pessoas que desejam desenvolver percepção, presença e repertório de forma prática, leve e sem tecnicismo desnecessário.
No clube, não falamos apenas sobre vinho.
Falamos sobre escolhas.
Sensações.
Comportamento.
Conexões.
E sobre aquilo que realmente transforma uma taça em experiência.
É um espaço para treinar Enointeligência na prática, junto de pessoas que valorizam boas conversas e profundidade emocional sem precisar transformar isso em performance.
Se quiser conhecer o próximo encontro do Clube do Vinho Saber Beber, o link está aqui:
Talvez conversar tenha virado luxo mesmo
E talvez luxo hoje não tenha mais relação com excesso.
Talvez luxo seja encontrar pessoas diante das quais você não precise se defender o tempo inteiro.
Pessoas com quem o silêncio não incomoda.
Com quem o tempo desacelera.
Com quem a conversa permanece mesmo depois do encontro terminar.
Se isso faz sentido para você, talvez esteja na hora de escolher experiências que alimentem mais do que apenas a agenda.
Porque presença não é detalhe.
É qualidade de vida.

