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A região dos Vinhos Verdes, a Quinta de Covela e um pouco da história de Portugal

A Quinta de Covela é uma belíssima vinícola, que apesar de, a princípio, parecer fazer parte da região do Douro, por onde passa o rio de mesmo nome, aqui em Portugal, na verdade fica localizada na igualmente bela região dos Vinhos Verdes.

Aqui são produzidos vinhos a partir da casta de uva chamada Avesso, e para saber mais sobre ela, conversei com o proprietário Tony Smith, que me deu uma explicação breve sobre a história da região e da Quinta de Covela, além, claro, dos processos utilizados na vinícola.

Uma breve história da região

Segundo Smith, as aldeias antigamente não eram feitas próximas a rios, devido a doenças como malária e outras, logo, as construções eram sempre erguidas a uma certa altitude. “A tradição, ao menos nessa região, era de construir em cima de pedra. A base, o alicerce dessa casa senhorial do século XVI, XVII, é uma grande pedra”, afirma.  Tony também aponta a existência de uma pequena capela, já em ruínas, onde foi montado, ao lado, um palco para pequenos eventos e concertos. “É mágico”, conta.  

A Quinta remete a uma época em que, segundo Smith, ocorria um boom populacional na região, que vinha se expandindo desde a cidade de Guimarães, chegando também na região de Arouca.

“Nessa área temos muitos conventos, igrejas e mosteiros antigos, e esses religiosos detinham um know how, podemos dizer, agrícola, não se limitando apenas ao conhecimento eclesiástico”, diz.

O plantio comum na região era o de batata, milho, o que a Quinta de Covela produzia até os anos 80, antes de virar uma vinícola, de fato.

“Até hoje temos plantação de cereja, frutas cítricas, pêssego e nectarina, além de um bosque de cortiça, o que faz com que nossa produção vá além de apenas as uvas”.

Vinicultura sustentável

Tony reforça que a produção agrícola e vinícola na Quinta de Covela é biológica, em outras palavras, sustentável. “Demoramos sete anos para conseguir nosso certificado ecológico, somos únicos na região. Não usamos nada tóxico, pesticidas, herbicidas. É um processo inteiramente manual, que, aliado a topografia da região, reflete no valor do nosso vinho. Não dá pra fazer vinho barato”, explica.

Por dentro da adega

O espaço na superfície da adega, segundo Smith, é limitado, mas sendo compensado suficientemente pela altura, com a utilização de altos tanques de vinho, com as mais variadas capacidades de volume. Logo abaixo da adega, porém, Tony nos mostra um sonho frustrado.

“Alguns desses tanques estavam construídos direto na rocha, mas segundo as normas europeias, eu precisava garantir que não passasse nada do liquido de um lado para o outro. Infelizmente não conseguimos, e uma das opções seria a construção de um novo muro lá dentro, mas isso cortaria a capacidade de armazenamento pela metade, então decidimos forrar o tanque com aço inox”, declara Tony.

Enfim, a degustação

Nosso tour pela propriedade termina com a degustação de um vinho Avesso reserva, que, segundo Tony, foi feito para mostrar para as pessoas do que o vinho monocasta (com apenas um tipo de uva) é capaz de produzir. 

Ao degustar, noto um ponto cítrico, mas que em boca revela os sabores da fruta, aliado ao cítrico e a madeira, preenchendo-a de forma tão elegante.

Em seguida é a vez do Vinho Branco 2016, que, por sua vez, leva quatro castas: a Avesso, Chardonnay, Viogniere e Gewurztraminer. O prazer continua o mesmo.

Por fim, parabenizo o terroir, o produtor e o enólogo. Meus elogios são sinceros.

E assim termina mais um post sobre a riquíssima história da vinicultura portuguesa. Até a próxima!

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